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Você sabe quanto a embalagem custa em cada pedido que sai? A maioria dos donos de negócio de alimentação responde com um chute. "Acho que uns centavos." E é justamente esse achismo que corrói a margem sem ninguém perceber.

A embalagem é um custo silencioso. Individualmente parece irrelevante, alguns centavos por unidade. Mas multiplicada por milhares de pedidos por mês, ela vira uma linha relevante no seu resultado. E o que não é medido não é gerenciado.

A boa notícia é que calcular o custo real da embalagem por pedido é simples. Com esse número em mãos, você para de decidir no escuro e descobre que, muitas vezes, investir em embalagem melhor é mais barato do que parece.

 

O erro de calcular só o copo

O primeiro equívoco é pensar que a embalagem de um pedido é só o copo. Um pedido real costuma envolver vários itens: o copo ou pote, a tampa, o canudo ou colher, a sacola ou embalagem de transporte no delivery, e ainda guardanapos e acessórios.

O custo real da embalagem por pedido é a soma de todos esses itens, não apenas do principal. Ignorar os complementos é como calcular o custo de um prato esquecendo metade dos ingredientes.

O passo a passo do cálculo

Use um pedido típico do seu negócio como base.

Passo 1: Liste todos os itens de embalagem do pedido. Anote cada componente que sai junto com o produto.

Passo 2: Levante o custo unitário de cada item. Pegue o valor pago dividido pela quantidade comprada. Por exemplo, se você pagou R$ 400 por 1.000 copos, o custo unitário é R$ 0,40.

Passo 3: Some tudo. Num pedido de exemplo, o copo de 330ml a R$ 0,40, a tampa a R$ 0,15, o canudo a R$ 0,05 e o guardanapo a R$ 0,03 dão um total de R$ 0,63 por pedido.

Passo 4: Calcule o peso na sua margem. Divida o custo da embalagem pelo preço de venda do pedido. Se o pedido é vendido a R$ 12 e a embalagem custa R$ 0,63, ela representa cerca de 5,25% do preço. Agora você tem um número real para trabalhar.

O que fazer com esse número

Calcular é só o começo. O valor está no que você decide a partir dele.

Negociar com base em dados. Sabendo o custo por unidade e o volume mensal, você negocia com o fornecedor de posição de força, não de achismo.

Identificar o ponto de economia por volume. Muitas vezes, comprar em quantidade maior reduz tanto o custo unitário que compensa, inclusive viabilizando a personalização.

Avaliar a troca de valor. Aqui está o ponto contraintuitivo: subir de uma embalagem genérica para uma personalizada pode custar centavos a mais por pedido, mas permite cobrar reais a mais pela percepção de qualidade. O custo sobe pouco, o valor percebido sobe muito.

Precificar com consciência. Com o custo real conhecido, você precifica sabendo exatamente qual a sua margem, e para de perder dinheiro sem saber.

 

O custo que parece despesa pode ser investimento

Quando você enxerga a embalagem só como custo, a tentação é sempre cortar. Quando você calcula o número real e cruza com o impacto na percepção do cliente, a leitura muda: a embalagem certa não é a mais barata, é a que dá o melhor retorno por centavo investido.

Na Boxbe, a gente ajuda você a encontrar esse equilíbrio: embalagens que cabem no seu custo por pedido e elevam o valor que o cliente percebe.

Quer simular o custo da embalagem personalizada para o seu volume?

Fale com a gente e peça uma cotação.